


As festas que celebram o Dia do Caminhoneiro, celebrado em 30 de junho, ajudaram a aplacar a saudade de casa e a dar um novo ânimo aos profissionais da estrada. Para entender o que se passa no dia a dia de quem corta o Brasil de norte a sul, levando de tudo um pouco a todos os lugares, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) encomendou uma pesquisa que traça um verdadeiro Raio X dos caminhoneiros do Brasil.
Entre os resultados que chamam a atenção, 60% dos entrevistados disseram não se sentir seguros no exercício da função. O principal causador de insegurança são as más condições das rodovias do País. O medo de sofrer um acidente sério é apontado como o maior temor dos profissionais, sobretudo em estradas de mão única e com pouca sinalização.
No Brasil, pouco mais de 12% das estradas são pavimentadas e, nas que são, 58,2% apresentam deficiência no pavimento e/ou sinalização, sendo classificadas como regulares, ruins ou péssimas. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estradas ruins causam outro impacto além do psicológico, que é o financeiro. Só no setor do transporte de soja e milho, as más condições das rodovias do País tornam o frete R$ 3,8 bilhões mais caro.
Audiências públicas têm sido feitas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) desde maio para incentivar a concessão de rodovias,principalmente em Minas Gerais e Goiás. Mas essa é uma solução de longo prazo.
Ser vítima de assalto aparece como a segunda maior preocupação dos caminhoneiros.
Estudo do Sistema Firjan aponta que, de 2011 a 2016 foram registrados 97.786 roubos de carga

Um Raio X pelas estradas do País
Levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte mostra perfil do caminhoneiro brasileiro

EPITÁCIO PESSOA/ESTADÃO
no País. Desse total, 22.500 (23%) ocorreram no ano passado, sendo 19.700 nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Esses números colocam o País no oitavo lugar do ranking entre os mais perigoso para transporte de carga no mundo.
PERFIL
O relatório da CNT mostrou que o caminhoneiro está trabalhando demais. A jornada média é de 11,3 horas diárias e ele percorre 10 mil km por mês.
Segundo o estudo, os motoristas têm idade média de 44,3 anos (sendo 18 de profissão) e conduzem uma frota com, em média, 4 anos de uso. Já a renda mensal é de R$ 3,9 mil.
As festas que celebram o Dia do Caminhoneiro, celebrado em 30 de junho, ajudaram a aplacar a saudade de casa e a dar um novo ânimo aos profissionais da estrada. Para entender o que se passa no dia a dia de quem corta o Brasil de norte a sul, levando de tudo um pouco a todos os lugares, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) encomendou uma pesquisa que traça um verdadeiro Raio X dos caminhoneiros do Brasil.
Entre os resultados que chamam a atenção, 60% dos entrevistados disseram não se sentir seguros no exercício da função. O principal causador de insegurança são as más condições das rodovias do País. O medo de sofrer um acidente sério é apontado como o maior temor dos profissionais, sobretudo em estradas de mão única e com pouca sinalização.
No Brasil, pouco mais de 12% das estradas são pavimentadas e, nas que são, 58,2% apresentam deficiência no pavimento e/ou sinalização, sendo classificadas como regulares, ruins ou péssimas. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estradas ruins causam outro impacto além do psicológico, que é o financeiro. Só no setor do transporte de soja e milho, as más condições das rodovias do País tornam o frete R$ 3,8 bilhões mais caro. Audiências públicas têm sido feitas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) desde maio para incentivar a concessão de rodovias,principalmente em Minas Gerais e Goiás. Mas essa é uma solução de longo prazo.
Ser vítima de assalto aparece como a segunda maior preocupação dos caminhoneiros. Estudo do Sistema Firjan aponta que, de 2011 a 2016 foram registrados 97.786 roubos de carga no País. Desse total, 22.500 (23%) ocorreram no ano passado, sendo 19.700 nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Esses números colocam o País no oitavo lugar do ranking entre os mais perigoso para transporte de carga no mundo.
registrados 97.786 roubos de carga no País. Desse total, 22.500 (23%) ocorreram no ano passado, sendo 19.700 nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Esses números colocam o País no oitavo lugar do ranking entre os mais perigoso para transporte de carga no mundo.
PERFIL
O relatório da CNT mostrou que o caminhoneiro está trabalhando demais. A jornada média é de 11,3 horas diárias e ele percorre 10 mil km por mês. Segundo o estudo, os motoristas têm idade média de 44,3 anos (sendo 18 de profissão) e conduzem uma frota com, em média, 4 anos de uso. Já a renda mensal é de R$ 3,9 mil.
PERFIL
O relatório da CNT mostrou que o caminhoneiro está trabalhando demais. A jornada média é de 11,3 horas diárias e ele percorre 10 mil km por mês.
Segundo o estudo, os motoristas têm idade média de 44,3 anos (sendo 18 de profissão) e conduzem uma frota com, em média, 4 anos de uso. Já a renda mensal é de R$ 3,9 mil.