O Supremo Tribunal Federal promoveu, em junho, uma audiência pública para obter fundamentos para julgar ações envolvendo o bloqueio do serviço de mensagens mais utilizado no Brasil. Cofundador do app, o americano Brian Acton veio ao País acompanhar as discussões.


Ele disse que os principais atributos do sistema são a privacidade e a segurança e que as mensagens trocadas pelos usuários não podem ser lidas nem mesmo pela própria empresa. Segundo Acton, qualquer ferramenta que pudesse dar acesso às mensagens causaria danos aos usuários, pois tornaria o sistema vulnerável. Ele afirmou que não é possível desativar a criptografia para um único usuário – seria preciso desativar para todos – e, nesse caso, qualquer hacker poderia acessar bilhões de conversas – no Brasil o WhatsApp tem 120 milhões de usuários.


Diretor de Relações Governamentais da filial brasileira do Facebook, Bruno Magrani conta que em 2016 o País fez mais de três mil solicitações de dados sobre 7,6 mil usuários. Ele afirma que a cooperação com a Justiça permitiu a prisão de pessoas que estariam planejando um atentado na Olimpíada do Rio e que, apesar ser dono do WhatsApp, o Facebook não tem acesso aos dados do app.

WhatsApp é  inviolável, diz cofundador do app